Aprender é um superpoder. Ler é uma das maneiras mais fortes de exercitar esse superpoder. Eu leio MUITO. Em vários formatos: de posts, threads e newsletters a análises e cases, de documentação a relatórios trimestrais, transcrições de entrevistas e livros.
Ler é o meu formato preferido para consumo de conteúdo e uma das maneiras que eu mais aprendo (atrás somente de “ir lá e fazer” e de ensinar os outros - por isso também eu escrevo esta newsletter).
Os livros têm um lugar especial nessa cadeia de leituras.
Foi por meio deles que eu me apaixonei pelas palavras - começou a mania em “O Gênio do Crime” (João Carlos Marinho) e toda a Coleção Vaga-Lume de livros infanto-juvenis.
Minha mãe conta que o meu passeio favorito era ir à livraria, sentar num canto, ler um livro de cabo a rabo, e depois pegar outro e levar para casa.
Na vida profissional, lembro de vários livros que destravaram a minha cabeça em momentos críticos, e de várias outras ocasiões em que eu vivi algo e pensei “bem que esse cara falou que isso podia acontecer”.
Geralmente dou livros aos meus liderados e amigos como um gesto de carinho. Cito e recomendo leituras em conversas, reuniões e newsletters.
E adoro responder o “Me recomenda um livro para (...)?”
Além das recomendações, você também vai ter dicas práticas de como “ler melhor”, se é que isso existe. Para essa edição, conto com a ajuda de outros 2 “ratos de livros”:
Sofia Stefanon, sócia da Andrez AI e fundadora da comunidade Livros na Prática. Ela tem 200k seguidores e a comunidade tem uma aula por semana pegando um livro e decupando como usá-lo no dia-a-dia.
Victor Cecilio, head de marketing e sócio da Barte e criador do grupo “Desafio da Leitura”, também com interações mensais sobre livros técnicos.
Bônus 👑:
Assinantes Premium levam as entrevistas completas, e também uma database no Notion com todas essas e outras recomendações categorizadas, com link de compra, sinopse, vídeo-resumo e tudo mais. São mais de 211 livros categorizados.
🧠 Tempo para escrever: 18 horas (contando também criar as bases de dados)
📖 Tempo de leitura: 22 minutos
✍️ Na última edição: Guerrilha: o marketing ignorado por startups bundonas

Nessa edição
Leitura em tempos de IA (e distrações)

Uma breve pausa para ler, sempre bom né?
Vamos falar sobre o ato revolucionário da leitura. Ô coisa boa quando você junta as letras em palavras e aí já sai uma habilidade que é impossível de desligar. Destrava o teu aprendizado sobre praticamente qualquer coisa. E é uma habilidade que dá para desenvolver mais e mais .
Mas o contexto hoje joga contra.
A gente vive tempos de atenção curta, empobrecimento de conteúdo em prol do algoritmo, e de Inteligência Artificial resumindo tudo e cuspindo o que ela acha que você precisa saber sobre algum tema (e até alucinando muitas vezes).
Ver o resumo (ou o react no TikTok) até tem o seu valor, mas ler o original e cruzar e correlacionar pensamentos dentro da sua cabeça em vez de um datacenter é muito melhor cognitivamente.
Olha que curioso:
Descobri que existe um livro da neurocientista Maryanne Wolf chamado Reader, Come Home. Fruto de décadas de estudo, ele mapeia o que acontece no cérebro durante a leitura profunda, especialmente em um contexto de distrações infinitas.
Ela descobriu que quando você lê com profundidade, o cérebro ativa o que ela chama de "dimensão contemplativa", o circuito responsável pela empatia, pensamento crítico e formação de insights. É aqui que os seus modelos mentais são construídos.
O mecanismo por trás disso é contra-intuitivo: a fricção é o produto.
Ter que ler com atenção e entrar nos detalhes vai estimular um pensamento mais profundo - entramos no tal pensamento em “Sistema 2” do Daniel Kahneman (recomendado inclusive).
Consumo passivo de conteúdo fragmentado (resposta de IA, tweet, vídeo curto) não ativa esse circuito, que atrofia por falta de estímulo - então pode ser mais difícil no começo.
(A ironia é que eu descobri esse livro usando IA, mas já curti, joguei ele no carrinho e comprei - aliás: eu não ganho nada por recomendar, tá? O trabalho de virar afiliado de marketplace era maior do que qualquer retorno potencial dessa edição).
Tem um efeito de segunda ordem que é interessante, se você pensar no futuro da sua carreira: IA torna a síntese e o conhecimento básico sobre qualquer tema mais rápidos e baratos.
Mas aquele profissional que sabe pensar e efetivamente usar aquele conceito passa a ter mais e mais vantagem estrutural. Juntar o conteúdo com as suas ideias próprias não tem substituto. Curadoria com ponto de vista e formação de modelo mental também não.
"Sempre que tenho um resultado desproporcional aqui no marketing, consigo associar isso a algo que estou lendo."
Como Ler Melhor
Existem milhares de técnicas para ler melhor ou absorver e aprender melhor sobre o que você lê.
Vou te mostrar algumas delas.
Desde como eu leio até como a Sofia e o Victor, entrevistados dessa edição, adicionam conhecimento página a página.

Wow. Much books. So smart.
Para Sofia Stefanon: Como você lê? Tem alguma técnica?
Eu geralmente decepciono muita gente nessa parte, porque não tenho grandes técnicas.
Não faço leitura dinâmica, não tenho nada muito elaborado. Sou uma pessoa que gosta de estudar os livros — principalmente os mais técnicos. Pego marca-texto, caneta, vou grifando conforme leio, vou escrevendo. Exatamente como eu fazia na época da faculdade. Replico a forma como aprendi a aprender.
O que mais me ajuda de verdade é o hábito. Defini um horário fixo no meu dia para ler e respeito muito esse horário.
Não só um horário fixo, mas também uma quantidade fixa: todos os dias de manhã, quando acordo, leio 20 páginas. E todos os dias depois do almoço, mais 20 páginas. Ter esses horários fixos me ajuda muito a manter a consistência.
A principal maneira é HBC: hora, bunda e cadeira. Não tem como ler melhor sem você ter esforço e repetição. Vamos direto: insira a leitura como hábito no seu dia-a-dia.
Design do ambiente e momento importam: o metrô, o almoço, o livro na cabeceira, o alarme no celular, o Kindle. Otimiza para sempre estar com uma leitura disponível.
Outra das maneiras mais eficazes de fazer isso é começar lendo sobre que você gosta.
Isso diminui uma fricção crítica, já que você está curioso e engajado com o tema. Aí o tempo passa mais rápido e você desenvolve o hábito melhor.
Pode ser um pouco por dia ou semana, pode ser condicional a algo, pode ser em hiperfoco de “ler-sem-largar-até-acabar”. Só faça um esforço consciente para ler.
Eu não gosto muito da meta de “livros por mês”, que é super comum (e sempre abandonada no Q1).
Acho que otimizar pela quantidade nem sempre é o melhor (mais produtivo ler um livro excelente que 12 ruins), mas pode ser um começo para te estimular.
Para Victor Cecilio: Como você retém o que lê?
Ler é muito mais sobre entender a maneira que o autor raciocina do que extrair daquelas palavras um framework replicável. Se aparece uma ideia muito boa e imediatamente aplicável, isso é um bônus — não o objetivo
Eu grifo os textos não pelo que acho mais importante, mas pelo que tem maior capacidade de me fazer lembrar do contexto geral da obra quando pegar o livro novamente e folhear os grifos. É uma distinção que parece pequena mas muda completamente o que você sublinha.
Conceitos muito difíceis, escrevo em post-its e deixo colados alguns meses na parede do escritório — até ter certeza que internalizei aquilo. Não é técnica sofisticada. É só não deixar o conceito sair do campo visual antes de ele virar parte do raciocínio.
O jeito Collins de ler
Eu (Collins) tenho uma maneira pouco usual de leitura. Consumo uma quantidade absurda de conteúdo em todos os formatos, mas os livros têm lugar especial no meu coração. Algumas peculiaridades que podem ser úteis: pode roubar.
Tenho pelo menos uns 5 livros abertos ao mesmo tempo para ler (Kindle, te amo - Imagina o peso da mochila? Hahaha). Fora aqueles que eu comprei e ainda estão no backlog, mas posso começar sem cerimônia.
Livro de marketing, psicologia, economia comportamental, copy, biografia. Tem bastante coisa. De Sêneca a Kevin Garnett, de Naval Ravikant a Stephen King.
A depender do momento, da minha energia e humor, eu escolho um para abrir.
Isso ajuda porque eu não fico travado em um livro que eu não quero ler (depois de semanas preso no “Thinking, Fast and Slow”, eu aprendi), ou que não tô com cabeça para aquele tema.
Também não tenho problema nenhum em largar um livro ou pular uma parte porque está chato ou perdi o interesse. Não entro na síndrome do custo afundado.
E nem me cobro do tipo “PRECISO ler hoje para bater minha meta pessoal” - leio quando eu quero (e eu usualmente quero com uma boa frequência.
Mas quando eu entro em hiperfoco é capaz de eu matar um livro (ou mais) em horas. Eu leio bem rápido, e quando estou curioso ou engajado demais, não paro por nada. Gosto de ir com profundidade nas coisas.
Exemplo: para a news de aprendizagem eu li “Ultra-Aprendizado” e “Lifelong Learners” em uma madrugada só, e consultei minhas notas no “Made to Stick” que tinha lido antes.
Mas entendo que não é para todo mundo, e que tem uma configuração na minha cabeça que permite que eu seja assim.
Falando no meu cérebro, eu sempre quis que ele fosse que nem o do Neo, de Matrix: uma vez exposto a algo ou aprendendo algo, já domina e nunca mais esquece. Por isso (e AH/SD), eu me preocupo em fazer o possível para não esquecer.
Certa feita me deparei com o conceito de Second Brain, do Tiago Forte, que bebe do método sueco Zettelkasten de tomar notas das coisas. Inclusive os dois estão nos livros recomendados.
“Seu cérebro foi feito para ter ideias, e não para guardá-las” é a premissa desse modelo. Então eu gosto de ler, grifar e anotar.
Mas fazer isso manualmente é muito pouco acionável: tenho livros ótimos que eu nunca mais vou conseguir usar porque o aprendizado e correlações dele estão em post-its e grifos, e isso me frustrava.
Uso a tecnologia a meu favor: descobri o Readwise.

Foto do meu Readwise. Este não é um post patrocinado mas poderia ser porque é ótimo.
Então eu grifo no Kindle (leio por lá: sincronizar celular, device e notebook é ótimo).
O Readwise pega esses grifos e sincroniza com o Notion, onde eu posso pegar as notas e usar de várias outras maneiras. Correlacionar livros, transformar em conceitos maiores, cruzar com outras informações que eu estou trabalhando.
E pelo app, o Readwise ainda me serve de 5 citações aleatórias que eu grifei em algum momento para ativar o mecanismo de aprendizagem por repetição espaçada.
Agora que você sabe como ler, vamos ao que você deve ler.
Melhores Livros Por Estágio de Carreira

Print da base de dados que a turma do Premium tem acesso
Essa edição funciona como um grande guia de recomendações de leitura. Falo do livro e dou porque é legal ler.
A única coisa que eu sei: com certeza eu vou esquecer algum livro que você vai comentar e eu vou falar “puta merda como eu esqueci esse! excelente!”.
A primeira segmentação, que usaremos nessa parte da edição, vamos dividir por momento de carreira.
São os livros recomendados por estágio, esteja você entrando no mercado agora ou pensando como C-Level.
Cada fase de carreira conta com uma curadoria de 6 a 7 livros. Eu dou também o tema deles para facilitar. Usei repertório próprio e dos convidados nas indicações que estão aqui, e um pouco de IA para categorizar a lista de 211 para o Premium.
Leve essas recomendações de momento de carreira com um asterisco.
Não é porque você tem um cargo maior que o que está escrito como recomendação que o livro é básico demais, e nem se estiver numa posição acima da sua que ainda não é momento de ler.
Exemplo: você é gerente e o livro está como para analistas ou C-Level. Não tem problema.
É só um guia de aproveitamento, feito pensando em qual “leitor implícito” teria mais valor ao engajar com aquela obra. Ainda vale para todos.
Analista / Estágio
Quem está em começo de carreira precisa pegar uma noção básica de por quê está fazendo o que faz na operação, entender tática e princípio.
E pegar o máximo de referência possível.
Menos gestão dos outros e liderança, mais auto-gestão, aprendizado e sistema.

Jovens, leiam. Vai fazer diferença.
Influence — Robert Cialdini.
Tema: Persuasão e Influência
O dicionário mental do marketing com os gatilhos de persuasão. Leia antes de qualquer estratégia de aquisição. A versão avançada e aplicada dele é o The Choice Factory — Richard Shotton
📚 Leia mais: 13 gatilhos de confiança
Obviously Awesome — April Dunford.
Tema: Posicionamento
Posicionamento ensinado como processo, não como exercício filosófico. Obrigatório para marca e product marketing. Pode ser bom adicionar também o Jobs to Be Done do Anthony Ulwick.
Contágio — Jonah Berger.
Tema: Viralização e Marketing
Por que as coisas se espalham. Indicação de Sofia Stefanon: "Explica por que algumas coisas viralizam, com base científica e não intuição." Outro legal é o Day Trading Attention — Gary Vaynerchuk.
Very Good Copy — Eddie Shleyner.
Tema: Copywriting
O mais prático sobre escrita persuasiva para quem está começando. Cada capítulo cabe em dois minutos — e fica na cabeça por semanas. Bem prático e aplicado sobre copy e ter ideias.
📚 Leia mais: Bad copy, good copy
Hacking Growth — Sean Ellis.
Tema: Growth
Como estruturar a experimentação de crescimento em todas as etapas do funil. É o seu primeiro livro de Growth e onde tem a teoria mais fundamental. Legal ler em combo com o Traction — Gabriel Weinberg, o framework dos 19 canais de aquisição.
📚 Leia mais: Canais de Marketing em 2025
Agilidade Emocional — Susan David.
Tema: Inteligência Emocional
A indicação não-óbvia. Pressuponho que um analista ou estagiário seja jovem (aka muito emocionado). Esse livro ensina a como parar de ser controlado pelos próprios pensamentos e emoções. Para lidar com a sua cabeça. Outro bom é o Ego Is the Enemy — Ryan Holiday.
Especialista / Freelancer
Aqui é para as pessoas que se especializaram em alguma função e querem afiar o machado nessa competência, e também para quem está traçando carreira solo como freelancer.
Então adicionei aqui algumas pérolas em posicionamento, negociação e a especialidade de ser o próprio negócio.

OBS: você não precisa ser especialista ou freela para gostar deles. São bem aplicáveis para coordenação ou contribuidores individuais também.
Range — David Epstein.
Tema: Carreira e Generalismo
Por que generalistas frequentemente superam especialistas em mundos complexos e imprevisíveis. A leitura contraintuitiva para quem está numa seção de especialistas — e por isso vale mais aqui do que em qualquer outra fase. Indicação de Victor Cecilio, que chegou ao marketing sem formação na área.
Never Split the Difference — Chris Voss.
Tema: Negociação
Ex-negociador de reféns do FBI. O mais aplicável de negociação que existe — usa psicologia real, não teoria de jogos de quadro branco. Para o especialista: negocia proposta, escopo e valor. Para o freelancer: negocia isso toda semana.
Antifrágil — Nassim Taleb.
Tema: Estratégia e Risco
Não é livro de marketing. É sobre sistemas que ganham com o caos. Se você está construindo carreira solo ou se especializando numa função, a pergunta que Taleb força é: a sua posição profissional fica mais frágil ou mais forte quando o mercado chacoalha?
Sales Pitch — April Dunford.
Tema: Posicionamento e Vendas
A sequência certa de informação para vender sem pressionar. Posicionamento aplicado à narrativa — para especialistas que precisam vender a própria expertise e para freelancers em toda proposta que mandam. Outro bom na mesma linha é o Stand the Fck Out — Louis Grenier.
📚 Leia mais: Guia prático para PMF
DotCom Secrets — Russell Brunson.
Tema: Funil de Vendas
Indicação de Sofia Stefanon: "Talvez seja um pouco mais básico, mas ainda gosto bastante. Explica funil de vendas de uma forma bem interessante." Para o freelancer que está montando o próprio sistema de aquisição de cliente, os fundamentos de Brunson ainda funcionam.
The Hard Thing About Hard Things — Ben Horowitz.
Tema: Empreendedorismo
Sobre decisões impossíveis com informação incompleta e sem rede de segurança. É o que ser líder de algo próprio ou equipes e empresas parece por dentro — e o que a maioria dos livros de carreira não tem coragem de descrever.
Coordenação / Gerência
Você já tem um time e uma meta compartilhada. Cuida de pessoas, processos, indicadores, e é responsável pela qualidade daquele grupo.
Também sai da operação e de meter a mão na massa toda hora para pegar mais o plano tático, ensinar o que é bom e ruim, e começar a coçar a mão para ser estratégico.
Tem que aprender a ser chefe e líder ao mesmo tempo em que começa a mexer no resultado da companhia a partir de uma posição de alavancagem maior.

O que ler quando você precisa que outras pessoas façam o trabalho?
High Output Management — Andy Grove.
Tema: Gestão de Times
O livro mais importante desta fase e um dos poucos que eu considero como leitura obrigatória. O que ele escreve sobre como um gestor multiplica resultado via time ainda não foi superado. Denso, prático.
📚 Leia mais: Rotinas, reuniões e rituais
Extreme Ownership - Jocko Willink.
Tema: Liderança
Algo deu errado, e a responsabilidade é sua. Não adianta sair culpando chefe, liderado, empresa, ambiente, condições. É meio militar, mas traz uma mensagem bem importante. Aqui ela pesa mais porque agora você é o responsável pelo resultado do teu time (e não só seu individual).
O Gestor Eficaz — Peter Drucker.
Tema: Gestão
Drucker escreveu isso em 1966 e ainda está certo. Sobre como um gestor aloca tempo, toma decisão e contribui de forma que multiplica resultado. Outro bom na mesma linha com o contexto brasileiro é o O Verdadeiro Poder — Vicente Falconi.
Radical Candor — Kim Scott.
Tema: Feedback
O framework de feedback que funciona na prática. Os quatro quadrantes são ótimos para entender. A maioria aplica errado por confundir franqueza com rispidez — a distinção está no livro. Bom pensar em um combo com “Os 5 desafios das equipes”, do Patrick Lencioni.
Os Bastidores de um Líder — Julie Zhuo.
Tema: Liderança
Essencial para a “primeira liderança”, dá o passo a passo para chefiar quem era teu par até ontem. Se quiser ir um nível mais avançado, tem o BE 2.0 do Jim Collins.
📚 Leia mais: Como montar o time de marketing
Alchemy — Rory Sutherland.
Tema: Marketing e Psicologia
Por que a lógica frequentemente produz soluções erradas, e como o pensamento lateral e mais criativo resolve o que a otimização não resolve. Legal para ler como contraponto à tese de growth ser só engenharia.
📚 Leia mais: Criatividade não é dom
From Impossible to Inevitable — Aaron Ross & Jason Lemkin.
Tema: Growth e Vendas B2B
“Mudou o jeito que pensamos aquisição”, diz o Victor Cecilio. Sobre construção de máquina de receita previsível em B2B. Ainda na onda dos playbooks, um outro legal é o Crossing the Chasm, e se você for para marca e não crescimento, tem o How Brands Grow do Byron Sharp
📚 Leia mais: Estudo Softbank: Performance vs. Branding
High Growth Handbook — Elad Gil.
Tema: Growth
Entrevistas com os fundadores das maiores startups da última geração sobre o que muda quando a empresa passa de 50 para 5 mil pessoas. Denso e não-linear, você lê pelo problema que você tem agora. Blitzcaling (Reid Hoffman) é outro essencial também.
📚 Leia mais (contraponto): ZIRP envenenou uma geração
C-Level / Diretoria
Parabéns, você é o topo da cadeia alimentar. Tem muito livro que diz que é voltado para você mas não necessariamente ressoa com os seus desafios.
Você provavelmente tem senso crítico. Sabe que não é para pegar qualquer livro e adotar cegamente (ou deveria).
Aqui estamos falando em pautas mais estratégicas e de como fomentar o máximo das pessoas.

C-Level ainda tem idade para ler jornal?
Good Strategy/Bad Strategy — Richard Rumelt.
Tema: Estratégia
É o melhor livro de estratégia que eu já li. Framework muito simples e excludente, fala o que precisa e o que não precisa entrar em estratégia.
Tira a ambiguidade entre o que é estratégia e o que é plano tático, objetivo, KPI ou wishful thinking. Força escolhas. Também está entre os livros que mudaram a operação do time da Barte.
📚 Leia mais: Planejamento Estratégico que funciona
Playing to Win — Roger Martin.
Tema: Estratégia
Onde você joga? Onde você tem o direito de vencer? Ajuda bem na cascata de escolhas, aplicável linha a linha para posicionamento e go-to-market.
Sofia Stefanon: "Um dos melhores que já li. E quase ninguém fala sobre ele — eu fico impressionada".
Coaching for Performance — John Whitmore.
Tema: Coaching
O framework GROW na prática — como desenvolver pessoas por meio de perguntas em vez de respostas. O método de coaching mais aplicável para quem lidera times. Outro bom na mesma linha é o Trillion Dollar Coach — Eric Schmidt.
7 Powers — Hamilton Helmer
Tema: Estratégia
Sete tipos de vantagem competitiva sustentável, com estrutura analítica mais precisa que Porter para o mundo atual. O lado feio: a maioria dos CEOs que leram usam o framework para avaliar o trabalho de marketing — e você não sabe que está sendo avaliado por ele.
What You Do Is Who You Are — Ben Horowitz.
Tema: Cultura
O melhor livro de Cultura que eu li, justamente porque foge do “corporativo”. Com exemplos do Touissant de Louverture (revolução de escravos no Haiti), Shaka Senghor (líder da gangue mais violenta das prisões americanas), código dos Samurais.
Muito legal para entender cultura como competência humana. Correlação boa com o Powerful (Patty McCord) e o A Regra é não ter Regras (Netflix).
Próxima edição: Livros por Competência
Lembrete: esse é só o começo. Ainda tem mais uma boa parte na edição de livros por competência. E quem é Premium continua essa conversa nas mentorias e tem acesso tanto às entrevistas completas quanto à base de dados com tudo.
Coragem,

